Governo do Distrito Federal
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6/05/21 às 15h35 - Atualizado em 6/05/21 às 15h39

Ação realiza a apreensão de ovos em condições irregulares

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A Secretaria de Agricultura do Distrito Federal, por meio da Diretoria de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal e Animal (Dipova), realizou uma ação para combater a venda e a distribuição de ovos clandestinos e sem origem comprovada. A ação, realizada em Samambaia, teve início através de uma denúncia à Dipova, encaminhada pela Vigilância Sanitária, sobre comércio ilegal de ovos. O alvo da denúncia é uma empresa, supostamente, atacadista e transportadora.

 

“Logo que chegamos ao estabelecimento, constatamos que havia no local, equipamentos para a realização da classificação e seleção dos ovos, o que só pode ser realizado em indústrias registradas no órgão de inspeção de produtos de origem animal, que no DF é a Dipova. A atividade era realizada em local sem qualquer higiene, misturando ovos estragados com ovos para o consumo. As bandejas eram embaladas no estabelecimento, havendo reposição, inclusive, com ovos de bandejas com datas de validade vencidas”, explicou o diretor da Dipova, Marco Antônio Martins.

 

Durante a operação, ficou constatada a fraude de embalagens e rótulos de uma empresa registrada no Serviço de Inspeção Federal (SIF), do Ministério da Agricultura (MAPA). Segundo o diretor da Dipova, supõe-se que o esquema realizava a falsificação das embalagens e rótulos desta empresa, associado à compra de ovos de granjas clandestinas e que são embalados e rotulados como uma empresa legal registrada no MAPA.

 

Outra irregularidade constatada, foi a condição de armazenamento do produto, que estava em temperatura inadequada, comprometendo assim a inocuidade do alimento. No local também foram encontradas embalagens reutilizadas, embalagens com duas datas de validade, datas de validade apagadas e com etiquetas coladas por cima, além da falta de documentos. “Não foram apresentados documentos que comprovassem que os ovos eram de fato fornecidos pelas empresas em que estavam embalados. Outros indicativos de fraude encontrados, foram rótulos impressos de empresas que não são do DF, o que não é permitido pela legislação, pois apenas o produtor dos ovos tem autorização para embalá-los”, destacou a  gerente de inspeção substituta, Madalena Coelho.

 

Os produtos identificados como fraudados foram apreendidos e serão destruídos, já que não têm condições de aproveitamento para alimentação humana e nem mesmo animal. O Instituto de Defesa do Consumidor (Procon-DF)  notificou o estabelecimento para que identifique os compradores da mercadoria, de modo a serem retirados das gôndolas para a segurança dos consumidores. A polícia Civil também participou da operação, por se tratar de crime contra a saúde pública e contra o consumidor.

 

Texto e fotos: Ascom Seagri DF

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