Governo do Distrito Federal
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12/11/19 às 9h06 - Atualizado em 12/11/19 às 14h19

Conab irá contratar mais de R$ 1,3 milhão da agricultura familiar do DF

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Maior parte da produção adquirida será distribuída através do Banco de Alimentos de Brasília para instituições socioassistenciais.

 

Foi assinado hoje (11), na Secretaria de Agricultura (Seagri-DF), um termo bipartite entre Seagri-DF e a Superintendência Regional no DF da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), para a seleção de dez associações ou cooperativas de produtores familiares para a aquisição de alimentos que serão entregues a entidades socioassistenciais de todo o DF, através do Programa de Aquisição de Alimentos PAA.

 

O valor total será de R$ 1,3 milhão e os alimentos serão entregues às entidades através do Banco de Alimentos das Centrais de Abastecimento (Ceasa-DF) e pelo programa Mesa Brasil do Serviço Social do Comércio (Sesc). No total, em 2019, foram quase R$ 19 milhões em contratos com a agricultura familiar através de programas como PAA, o Programa de Aquisição da Produção da Agricultura (PAPA/DF), e principalmente o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE)

 

“Cada organização escolheu a sua entidade para ser feita a doação. Das dez participantes, oito escolheram o Banco de Alimentos de Brasília, uma escolheu o Mesa Brasil, e outra ficou mista. Então, o maior percentual vai ser entregue pelo Banco de Alimentos, o que para nós é muito bom, pois dá sequência às nossas atividades de entrega e atividades sociais cadastradas”, explicou o diretor de compras institucionais da Seagri-DF, Lúcio Flávio.

 

Segundo o superintendente da Conab no DF, Rafael Bueno, a assinatura realizada hoje na Seagri-DF, é a ciência, por meio do Secretário de Agricultura e do GDF, que irão ocorrer aqui os projetos do PAA na modalidade de compra com doação simultânea . “É uma fase que a gente chama de habilitação, onde as associações e as cooperativas de agricultura familiar têm que trazer a documentação para nós fazermos a validação das informações que foram apresentadas na proposta”, explicou.

 

Ele também ressaltou que essa proposta poderá beneficiar cerca de 191 famílias de produtores. “O PAA no DF tem uma característica muito importante, porque ele dá uma segurança ao produtor, devido à garantia de venda ao Governo Federal, por meio da Conab. Então, garante que parte dos produtos vão ser comercializados a um preço fixo sem variação. Isso dá uma garantia para que o produtor possa fazer bons planejamentos”, disse Bueno.

 

O secretário de Agricultura do Distrito Federal, Dilson Resende, ressaltou que esses programas ajudam a circular recursos entre os agricultores familiares e a manter o espaço rural do DF. “Ficamos muito felizes quando conseguimos realizar esses programas. Estamos circulando recursos entre os que mais precisam e mantendo nossa economia. A atividade rural é muito importante para evitar a ocupação desordenada do solo, na preservação do meio ambiente e na produção de alimentos saudáveis”, ressaltou.

 

O presidente da Ceasa, Wilder Santos, também participou da assinatura do projeto. Segundo ele, essas iniciativas são muito importantes, principalmente, para as pessoas onde a principal fonte de alimento é através das instituições socioassistenciais.

 

A presidente da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF), Denise Fonseca, também esteve presente e exaltou a importância do Banco de Alimentos do Distrito Federal. “É muito bom que essa distribuição será através do Banco de Alimentos. Acho que estamos fazendo um programa que gera emprego e renda no campo. O agricultor também precisa ganhar dinheiro para fazer a economia girar”, ressaltou.

 

Produtores elogiaram mais essa iniciativa

 

O presidente da Cooperativa Agrícola da Região de Planaltina (DF), Maurício Severino de Rezende, disse que os programas de compra institucional são iniciativas que beneficiam toda a cadeia. “A importância é fantástica. Nós estamos vendo que cada ano existem mais dificuldades de recursos, mas eu acho que vale a pena a luta de todo mundo na busca por esses recursos. Nós precisamos aprender a vender essa ideia e mostrar a importância que tem esses programas na vida das pessoas que vendem esses alimentos e também daquelas que recebem”, afirmou Rezende.

 

Êxodo rural

 

Márcia Aparecida de Souza, filha de produtores rurais, formada em administração, e que hoje trabalha na Cooperativa Agrícola Buriti Vermelho (Cooper-horti), no núcleo rural Buriti Vermelho, no Paranoá (DF), disse que esse tipo de iniciativa, além de ajudar pessoas com vulnerabilidade nutricional, contribui para fixar as famílias no campo, evitando que a cidade seja a única alternativa de emprego e renda.

 

“Sou nascida e criada lá no núcleo rural Buriti Vermelho. Passei sete anos na cidade para estudar, e quando eu terminei meus estudos, recebi um convite para ir para a África e a Cooperativa também me convidou. Eu preferi ficar. Se não fosse a Cooperativa participar desses programas eu teria ido embora, não tinha ficado. Além da importância econômica para o produtor e de beneficiar as pessoas com vulnerabilidade alimentar, ainda tem essa questão de manter o jovem no campo”, ressaltou Márcia.

 

Texto e foto: Luiz Carlos Cenci/Ascom Seagri-DF