Governo do Distrito Federal
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23/12/19 às 16h51 - Atualizado em 20/02/20 às 11h08

Coordenação de Sanidade de Caprinos e Ovinos

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A pecuária nacional vive um emaranhado de incertezas muitas vezes conflituoso. Se por um lado buscam-se alternativas sustentáveis de desenvolvimento, por outro se convive com oportunidades diferenciadas de acesso ao mercado. No caso da ovinocaprinocultura, em alguns estados verificou-se que nos últimos anos houve um crescimento do setor em virtude de sua rentabilidade. A ovinocaprinocultura está superando desafios, ultrapassando fronteiras sulistas e nordestinas e vencendo até mesmo barreiras de caráter cultural. Isto mostra que o Brasil é farto em riqueza natural a ponto de oferecer, de norte a sul e de leste a oeste, condições que proporcionam oportunidades de exploração do potencial da ovinocaprinocultura nacional. No Centro-Oeste e, especificamente no DF, existem condições que desencadearam o desenvolvimento desta atividade.

 

 

No Distrito Federal, a criação de ovinos teve sua primeira menção oficial em 1968 com um número ínfimo de seis animais, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na década de oitenta houve um crescimento do número de criadores, isso devido a razões culturais, tradicionais, econômicas, religiosas e de fomento estatal. Em função desse crescimento, os ovinocaprinocultores criaram a Associação dos Criadores de Caprinos e Ovinos de Brasília – ACCOB.

 

Em 1981, a Secretaria de Agricultura do DF e o Ministério da Agricultura firmaram um convênio em prol do desenvolvimento da exploração de ovinos. Nessa ocasião o Estado contemplou alguns produtores com um lote de um reprodutor e dez matrizes. Isso foi feito através de um financiamento que ao cabo de dois anos deveria ser amortizado sem correção monetária. Nesse mesmo ano, o IBGE contabilizou um rebanho efetivo de 1.732 cabeças, com predominância fenotípica da raça Santa Inês. Durante todo esse tempo, praticamente grande parte da carne consumida em Brasília era proveniente de outros estados e os abates do DF eram realizados sem inspeção sanitária.

 

Diante dessa situação, em 1992, a Secretaria de Agricultura do DF, contando com o empenho dos criadores, dos técnicos da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural – EMATER-DF, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – EMBRAPA e da Universidade de Brasília – UnB, elaborou, em consonância com a constituição de 1988, um Projeto de Lei que criava o Serviço de Inspeção Distrital e regularização de pequenos matadouros regionalizados com inspeção sanitária realizada pela Divisão de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal e Animal – DIPOVA da Secretaria de Agricultura. O Projeto foi transformado em Lei pela Câmara Legislativa e seu regulamento foi elaborado com a participação das partes interessadas. A partir desse momento, os criadores passaram a ter a alternativa de edificar instalações de pequeno porte para abate de animais e colocar no mercado do DF carnes e derivados com Selo de Inspeção – DIPOVA.

 

Em 1999, a Secretaria de Agricultura do DF criou o Plano de Desenvolvimento Rural do Distrito Federal e Entorno – PRO-RURAL DF/RIDE e que no mesmo ano foi transformado em Lei pela Câmara Legislativa. O PRO-RURAL DF/RIDE foi compôs por 17 Programas, entre eles o de Ovinocultura. O Programa de Ovinocultura do DF previu, entre outras metas, a de alcançar um plantel de 10 mil matrizes em quatro anos. Sua coordenação estava sob responsabilidade da EMATER-DF.

 

Desde a década de noventa os produtores, técnicos e professores universitários vêm fazendo diversas pesquisas em todos os elos da cadeia produtiva de ovinos, com a finalidade de aprimorar a aquisição de insumos, o sistema de produção, o processamento e comercialização dos produtos. Os resultados destes esforços conjunto foram, tanto a capacitação de técnicos e produtores, como uma maior divulgação de ovinocultura em si e de seus produtos juntos aos consumidores.

 

O rebanho ovino do DF até o início da década de 90 era composto por animais cruzados, sem raça definida. Na última década, produtores dedicados à exploração da ovinocultura começaram a produzir animais com uma maior padronização racial da introdução de raças nobres, tais como Ile de France, Dorper e principalmente o “Nosso Verde e Amarelo” deslanado Santa Inês. Conforme resultado do levantamento realizado pela EMATER-DF em 2006 essa última é a que melhor se adaptou à região do DF.

 

Atualmente o Distrito Federal conta com um rebanho ovino de 21.629 cabeças e o caprino com 3.328 cabeças, dados esses obtidos dentro do Sistema SIDAGRO da Secretaria de Estado de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural.

 

 

LEGISLAÇÕES

 

IN Nº 87, DE 10 DE DEZEMBRO DE 2004

Aprova o regulamento técnico para Programa Nacional de Sanidade dos Caprinos e Ovinos – PNSCO

 

IN Nº 20, DE 15 DE AGOSTO 2005

Aprova os Procedimentos para Operacionalização do Cadastro Sanitário de Estabelecimentos de Criação de Caprinos e Ovinos.

 

 

Para mais informações:

(61) 3340-3862 / 3051-6421

san.capovinos@seagri.df.gov.br