Governo do Distrito Federal
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6/05/20 às 11h22 - Atualizado em 6/05/20 às 11h56

Seagri alerta criadores em casos de mortalidade elevada de peixes

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A Coordenação de Sanidade de Animais Aquáticos da Secretaria de Agricultura do Distrito Federal (Seagri-DF) realiza o cadastro e o atendimento em propriedades que cultivam peixes, crustáceos e moluscos com suspeitas de doenças.

 

Em casos de mortalidade elevada de peixes ou observação de animais moribundos com sinais clínicos de doenças, como manchas no corpo, olhos saltados, escurecimento da pele e nado errático, o produtor deve notificar os fatos ao serviço de defesa agropecuária.

 

Uma equipe visitará a propriedade para o atendimento, investigação da mortalidade ou sinais clínicos. O serviço visa a sanidade dos rebanhos e, consequentemente, a qualidade do pescado de cultivo consumido pela população.

 

Em meio à pandemia do coronavírus, a equipe de Defesa Agropecuária da Seagri-DF não interrompeu os atendimentos, sempre visando a manutenção da saúde dos animais, e em consequência, a saúde da população.

 

Em abril, a equipe da Gerência de Operações em Defesa Agropecuária – Núcleo Operacional Oeste (Gedea/NOP-Oeste) realizou uma visita de acompanhamento a uma propriedade na região do Gama-DF, em decorrência de mortalidade de peixes que vem ocorrendo desde março, com índice de cerca de 10 animais por dia, onde foi realizada a necropsia de três animais com a coleta de material, na tentativa de descobrir a causa da ocorrência e buscar uma solução para a situação. 

 

Os animais necropsiados já se encontravam em processo de decomposição, não sendo possível, portanto, uma avaliação macroscópica minuciosa, devido às alterações post-mortem existentes. Porém, foram coletados fragmentos de órgãos e encaminhados para a Universidade de Brasília (UNB), na tentativa de obtenção de um diagnóstico. O resultado do exame microscópico ainda não foi divulgado pela Universidade. 

 

A principal suspeita clínica é mortalidade por baixo nível de oxigênio dissolvido na água. O produtor foi orientado desde a primeira visita, que ocorreu em março, a realizar a mensuração de oxigênio livre, entretanto, ainda não foi possível estabelecer um monitoramento sistemático para chegarmos a uma conclusão. 

 

A equipe do NOP-Oeste, em conjunto com a Coordenação de Sanidade de Animais Aquáticos da Seagri-DF, continuará monitorando o caso até a conclusão da investigação.