Governo do Distrito Federal
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7/05/18 às 17h14 - Atualizado em 27/10/21 às 15h48

Coordenação de Controle e Erradicação da Febre Aftosa e Doenças Vesiculares

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A Febre Aftosa é uma doença de notificação obrigatória conforme o Código Sanitário para Animais Terrestres – OIE e a Instrução Normativa nº 50/2013 do MAPA. É uma doença causada por um vírus facilmente transmitido entre os animais de casco bipartido (cascos fendidos) como bois, búfalos, cabras, ovelhas e porcos. Outros animais também podem contrair a doença, como veados, elefantes, camelos, lhamas e capivaras. Não são afetados cavalos, asnos, mulas e bardotos (cruzamento de cavalo e jumenta).

 

 

 

 

A transmissão

 

O vírus é encontrado em todas as secreções e excreções do animal infectado, sendo transmitido principalmente pelo contato entre animais doentes e sadios. Porém, o vírus também pode ser transportado pela água, ar, alimentos, pássaros e pessoas (mãos, roupas e calçados) que entraram em contato com os animais doentes. A gravidade da enfermidade está justamente relacionada à facilidade com que o vírus pode se espalhar.

 

 

Os sintomas

 

Os principais sintomas são febre, vesículas e úlceras na boca, patas e nas tetas, perda de apetite, salivação e manqueira. Ocorre também redução da produção leiteira, perda de peso, crescimento retardado e menor eficiência reprodutiva. Pode haver mortes principalmente em animais jovens ou debilitados.

 

Para mais informações clique aqui.

 

Coletânea de imagens do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

 

 

Animais com sintomas parecidos com Febre Aftosa na propriedade:

 

É obrigatório que o produtor notifique imediatamente o Serviço de Defesa Agropecuária quando observar esses sintomas em seus animais.

 

O Distrito Federal não registra casos de febre aftosa desde 1993. O último caso no Brasil foi em 2005. Entretanto, existem outras doenças com sintomas parecidos que podem acometer os animais e é importante que o serviço veterinário oficial seja informado para acompanhar os casos, identificar a doença e continuar demonstrando que não temos febre aftosa circulando no nosso rebanho.

O produtor pode fazer a notificação em qualquer um dos canais informados abaixo:

 

 

SISTEMA ON-LINE

 

 

 

 

PESSOALMENTE OU POR TELEFONE

 

 

POR WHATSAPP OU E-MAIL

 

 

 

 

 

Qual a importância de não ter febre aftosa no rebanho?

 

A disseminação da febre aftosa compromete o sistema produtivo, provoca prejuízos econômicos na produção pecuária e tem um impacto significativo no comércio de produtos agropecuários no exterior. O surgimento da doença provoca uma série de embargos à exportação de animais, de carne fresca e de produtos derivados, pois prejudica o padrão sanitário dos alimentos de origem animal exigido nos acordos de comércio internacional.

 

Risco à saúde pública

 

Febre Aftosa não representa risco à saúde pública, sendo raros os casos em humanos, e por isso considerada de pouca importância nesse tema.

 

Vacinação e comprovação

 

A vacinação é de responsabilidade dos proprietários dos animais e é obrigatória para bovinos (bois e vacas) e bubalinos (búfalos e búfalas). Os produtores deverão adquirir a vacina contra a febre aftosa e vacinar até o término da campanha de vacinação.

 

Ovinos, caprinos e suínos não devem ser vacinados contra febre aftosa.

 

A campanha acontece em todo o Território Nacional. Os períodos de vacinação no Distrito Federal são:

 

– 1º a 31 de maio (vacinação de todos os animais de todas as idades);

– 1º a 30 de novembro (vacinação de animais com até 24 meses).

A ação é indispensável para a erradicação da doença que compromete a produção agropecuária e tem impactos no comércio de produtos no exterior.

 

A comunicação da vacinação do rebanho deverá ser realizada até 10 dias após o término da campanha de vacinação via on-line pelo Sidagro Produtor ou em um dos locais de atendimento disponíveis.

 

Para informações mais detalhadas sobre a vacinação e declaração clique aqui.

 

Plano Estratégico do PNEFA 2017-2026:

 

 

No processo de revisão do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa (PNEFA), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) lançou um plano estratégico para enfrentar os desafios da última etapa da erradicação da doença no país.

 

O objetivo principal do Plano Estratégico do (PE PNEFA) é: “criar e manter condições sustentáveis para garantir o status de país livre da febre aftosa e ampliar as zonas livres de febre aftosa sem vacinação, protegendo o patrimônio pecuário nacional e gerando o máximo de benefícios aos atores envolvidos e à sociedade brasileira”.

 

Outro objetivo do plano é a substituição gradual da vacinação contra a febre aftosa, em todo o território brasileiro, que implica na adoção de diversas ações a serem desenvolvidas em âmbito municipal, estadual e nacional, com o envolvimento do Serviço Veterinário Oficial (SVO), setor privado, produtores rurais e agentes políticos.

 

Para informações mais detalhadas sobre o PE PNEFA 2017-2026 clique aqui.

 

 

Informações Adicionais:

 

Portaria n° 01, de 04 de janeiro de 2021 – Vacinação de bovinos e bubalinos contra a febre aftosa no DF

 

Decreto nº 36.589 de 07 de julho de 2015, regulamentando a Lei nº 5.224 de 27 de novembro de 2013 – Trata sobre as medidas de Defesa Sanitária Animal no Distrito Federal.

 

IN nº 48 de 14 de julho de 2020 – Diretrizes gerais para a vigilância da febre aftosa

 

 

Para mais informações:
(61) 3340-3862 / 3051-6421
febreaftosa@seagri.df.gov.br