Governo do Distrito Federal
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3/11/21 às 9h44 - Atualizado em 3/11/21 às 10h15

Seagri-DF apresenta trabalhos em congresso internacional sobre raiva

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A Secretaria da Agricultura do Distrito Federal (Seagri-DF) expôs dois trabalhos no XXXII Congresso Rita (Conferência Raiva nas Américas 2021). O evento é o principal congresso sobre raiva, abordando temas variados relacionados a raiva humana, em animais herbívoros, silvestres e domésticos. Este ano, foi sediado no Brasil, e realizado no período de 26 a 29 de outubro, de forma on-line.

 

Um dos trabalhos apresentados pela Seagri-DF foi um mapeamento por Região Administrativa do DF para avaliação das variáveis: cavernas cadastradas, casos de raiva e notificações de agressões por morcegos vampiros nos rebanhos. Os dados foram relativos ao período de 2015 a 2021. O objetivo foi identificar os locais com maior histórico e risco de ocorrência da raiva, e com isso direcionar as atividades de controle e vigilância para a doença. “Chamou à atenção o baixo número de notificações de mordidas por morcegos, o que reforça a importância de sensibilizarmos os produtores rurais para notificarem essas ocorrências nos rebanhos”, destacou Vinícius Campos, diretor de Sanidade Agropecuária e Fiscalização da Seagri-DF.

 

O segundo trabalho foi um levantamento das informações de investigações de doenças nervosas e da vigilância da raiva em herbívoros da Seagri-DF, de 2015 a 2021. O objetivo foi avaliar os dados do Programa Estadual de Controle da Raiva dos Herbívoros. Constatou-se que bovinos e equinos foram as espécies que os produtores mais notificaram suspeitas de doenças neurológicas, morte súbita, animais caídos ou encontrados mortos (95% dos animais investigados). “Os resultados demonstram que é necessário sensibilizar melhor os criadores de outras espécies animais para notificarem suspeitas de raiva”, afirmou Janaína Licurgo, gerente de Saúde Animal da Seagri-DF.

 

Outro resultado importante foi quanto ao elevado número de exames de raiva enviados para análise no laboratório da Secretaria de Saúde do DF (Dival), correspondendo a 70% dos animais examinados.  Os resultados positivos para raiva, no entanto, são poucos, cerca de 5% dos casos analisados. “Isso demonstra que temos na Seagri um sistema de vigilância sensível. Temos uma equipe de veterinários e técnicos preparados para fazer o atendimento às notificações e para coletar as amostras para exames de raiva”, esclareceu Érica Pinto, da Coordenação de raiva e encefalopatias da Seagri-DF.

 

A subsecretária de Defesa Agropecuária da Seagri-DF, Danielle Araújo destacou a importância da divulgação dos dados do serviço oficial para a população em geral. “Geramos milhares de dados todos os dias durante nossas ações, e transformar esses dados em informações é importantíssimo para que o cidadão entenda um pouco melhor o que é o serviço de defesa agropecuária. Da mesma forma, publicando estudos como esse, tentamos sensibilizar as instituições de pesquisa sobre o tema, para que também contribuam com novas descobertas que possam auxiliar na prevenção e controle de doenças”, concluiu Danielle Araújo.

 

 

Texto: Ascom Seagri-DF